Criptoativos ganham fôlego com Trump, otimismo regulatório e nova onda de investimentos
O bitcoin passou dos US$ 120 mil pela primeira vez na noite de domingo (13), alcançando US$ 122 mil já nesta segunda-feira (14). É mais um marco para a criptomoeda mais valiosa do planeta, que subiu mais de 28% só neste ano. A alta vem embalada por um novo clima de otimismo entre os investidores, puxado pelas promessas do presidente Donald Trump de transformar os EUA na “capital cripto do mundo”.
Durante a campanha, Trump garantiu que vai afrouxar as exigências regulatórias do setor e criar uma espécie de “reserva digital americana”, nos moldes do estoque federal de ouro. A proposta animou o mercado — que até o momento tem ignorado o tom mais agressivo do presidente em relação a tarifas comerciais, responsável por mexer com o humor das bolsas.
E não foi só o bitcoin que subiu. O Ether (ETH), segunda maior criptomoeda, valorizou mais de 18% na última semana, atingindo US$ 3.042. Já o BNB, da Binance, cresceu 5,7%, chegando a US$ 698. Os números mostram que o apetite por criptoativos está longe de esfriar.
Subindo degrau por degrau
Para se ter ideia da velocidade recente dessa valorização: o bitcoin demorou 167 dias para sair de US$ 100 mil (em dezembro) e chegar a US$ 110 mil, em maio. Mas precisou de apenas 53 dias para saltar de US$ 110 mil para os US$ 120 mil. Um ritmo que deve preocupar quem ficou parado vendo a maré subir.
Essa nova onda de valorização é alimentada também por expectativas em torno do GENIUS Act, projeto que pode estabelecer o primeiro conjunto de regras federais para as stablecoins, aquelas criptos atreladas a ativos estáveis, como o dólar. A ideia é dar mais confiança ao mercado, exigindo reservas sólidas das empresas emissoras e regras claras para proteger os investidores em caso de falência.
Se aprovado, o projeto pode transformar as stablecoins numa porta de entrada mais segura para novos investidores — e abrir caminho para um mercado que, segundo estimativas, pode ultrapassar os US$ 238 bilhões.
Um mercado aquecido — em todos os sentidos
Esse momento também reflete o bom desempenho das bolsas americanas. Nasdaq e S&P 500 vêm quebrando recordes, embalados por gigantes como a Nvidia, que se tornou a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$ 4 trilhões. Tudo isso cria um ambiente favorável ao risco — e o bitcoin agradece.
Até grandes empresas estão entrando no jogo. A GameStop, famosa por ter virado um fenômeno entre investidores de varejo, anunciou a compra de US$ 513 milhões em bitcoin em maio. Já a Trump Media and Technology Group revelou planos ambiciosos: levantar US$ 2,5 bilhões para montar sua própria reserva de bitcoin.
O fato é que a criptomoeda mais famosa do mundo voltou ao centro das atenções — e dessa vez com respaldo institucional, apoio político e uma base de investidores cada vez mais ampla. Se vai continuar subindo? É impossível prever. Mas, no mundo cripto, uma coisa é certa: a volatilidade é o único ponto fixo no horizonte.



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