Dupla Jornada: Como Jovens Estão Multiplicando a Renda com Coragem e Estratégia

Com o custo de vida nas alturas e um mercado cada vez mais instável, os jovens da Geração Z e os profissionais da Geração Y – aqueles que nasceram entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 – não estão mais esperando que o reconhecimento profissional bata à porta. Em vez disso, vêm tomando decisões ousadas para conquistar estabilidade e independência financeira. Muitos recorrem à negociação salarial direta. Outros mergulham de cabeça em projetos paralelos e fontes alternativas de renda. O ponto em comum? A busca por mais controle sobre o próprio destino profissional.

A ideia de ter múltiplas ocupações – conhecida como polywork – já não é exceção. Segundo uma pesquisa da Hostinger realizada em 2024, 60% dos brasileiros nas principais capitais têm dois ou mais trabalhos. No universo jovem, o desejo de empreender cresce a cada dia. Dados da Unifesp mostram que três em cada dez brasileiros com até 27 anos sonham em criar o próprio negócio. Já nos Estados Unidos, mais da metade dos profissionais da Geração Z planeja manter diversas fontes de renda nos próximos cinco anos.

Mas não é só de renda extra que vivem os jovens estrategistas. Eles também estão cada vez mais assertivos ao negociar seus salários. Um levantamento da Nasdaq aponta que 55% dos profissionais da Geração Z já barganharam o valor do salário inicial, mostrando menos receio e mais consciência do próprio valor. E vale a pena: segundo o instituto Pew Research, dois terços dos que pediram aumento conseguiram uma proposta melhor. Negociar exige preparo, mas os resultados podem ser significativos e duradouros.

Enquanto isso, atividades paralelas como freelas, consultorias, revendas e criação de conteúdo digital vêm ganhando força. Além da liberdade criativa, essas opções permitem desenvolver novas habilidades e gerar receita extra — que muitas vezes vira a principal. Um estudo da LendingTree aponta que essas iniciativas rendem em média US$ 1.200 por mês, sendo decisivas para 61% dos entrevistados na hora de fechar as contas no fim do mês. A informalidade virou ferramenta de sobrevivência — e, para muitos, uma rota para o sucesso.

Escolher entre negociar um aumento ou buscar uma fonte alternativa de renda depende de vários fatores: seu momento de vida, tempo disponível, perfil profissional e prioridades pessoais. Pergunte-se: tenho resultados que sustentam um pedido de aumento? Tenho tempo para me dedicar a algo novo? Estou mais em busca de estabilidade ou de liberdade? Não existe uma resposta certa, mas refletir sobre essas questões ajuda a fazer escolhas mais alinhadas com seus objetivos.

E sim, é possível combinar as duas estratégias. Muitos jovens e profissionais da Geração Y estão conciliando o trabalho formal com um projeto pessoal, usando a renda extra para financiar cursos, investir em si mesmos ou até construir um novo negócio. O importante é manter o equilíbrio, respeitar os próprios limites e planejar bem. Em um mercado em transformação, assumir o protagonismo da própria vida financeira não é apenas uma tendência — é uma necessidade.

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