Bitcoin se Prepara para um Possível Aumento nos Preços

O Bitcoin, principal criptomoeda do mundo, tem mostrado estabilidade nos preços desde maio, mesmo com declarações otimistas de Donald Trump — apelidado de “czar das criptos” — sobre uma possível alta em julho. O valor atual do ativo é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, e muitos analistas enxergam uma nova onda de valorização à vista, com “trilhões e trilhões” de dólares ainda fora do mercado, prontos para entrar em cena.

Um dos fatores que sustentam essas expectativas é o crescimento da oferta monetária M2 nos Estados Unidos, que atingiu a marca recorde de US$ 22 trilhões (cerca de R$ 119 trilhões). Essa medida, que considera a quantidade de dinheiro em circulação, incluindo cédulas, depósitos e instrumentos de curto prazo, é acompanhada de perto pelos bancos centrais — especialmente pelo Federal Reserve (FED) — como um indicativo de liquidez na economia.

Para especialistas do setor cripto, esse aumento na base monetária pode funcionar como catalisador para uma nova valorização do Bitcoin. “À medida que a oferta monetária M2 volta a crescer, a história sugere que uma parte dessa liquidez deve fluir para o bitcoin e outros ativos digitais”, afirma Matt Mena, estrategista da 21Shares, em comentário enviado por e-mail. Já o influenciador Anthony “Pomp” Pompliano acredita que, mantendo essa tendência, o preço do Bitcoin pode chegar a US$ 150 mil (R$ 812 mil) ainda neste ano.

Essa correlação entre a expansão monetária e a valorização do Bitcoin tem sido observada há anos. O próprio FED reconhece a influência da M2 sobre ativos líquidos, incluindo o mercado de criptoativos. A expectativa é que, com mais dinheiro circulando e rendimentos tradicionais ainda sob pressão, os investidores busquem alternativas como o Bitcoin para preservar valor e buscar retorno.

O cenário econômico dos Estados Unidos também alimenta essas projeções. Jerome Powell, presidente do FED, afirmou recentemente que o banco central decidiu manter as taxas de juros inalteradas mesmo com o aumento da inflação provocado pelas tarifas comerciais promovidas por Trump. Segundo ele, o FED está agindo com cautela diante dos impactos imprevisíveis dessas medidas.

Apesar disso, há sinais de que o banco central pode iniciar cortes nas taxas a partir de setembro. Analistas como David Morrison, da Trade Nation, observam que os juros só devem cair com força se o mercado de trabalho norte-americano der sinais claros de enfraquecimento. Até lá, o crescimento da liquidez e a busca por proteção patrimonial continuam a impulsionar o otimismo dos entusiastas do Bitcoin.

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