Nike Vai Ter de Pagar Mais de R$ 5 Bilhões por Tarifas nos EUA e Quer Sair da China

A Nike está enfrentando uma conta salgada: mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) em custos extras por causa das tarifas de importação impostas pelo governo dos Estados Unidos. E a gigante dos tênis já traçou um plano para amenizar o impacto: diminuir a produção na China, que hoje ainda é responsável por 16% dos calçados da marca vendidos no mercado americano.

A meta é reduzir esse número para menos de 10% até maio de 2026. Para isso, a Nike vai distribuir sua produção por outros países e firmar novas parcerias com fornecedores e varejistas. O objetivo é claro: manter os preços sob controle e evitar que o consumidor final sinta o peso desse aumento de custo no bolso.

Apesar do cenário desafiador, a Nike surpreendeu positivamente o mercado. Mesmo projetando uma queda moderada nas receitas do primeiro trimestre fiscal, as ações da empresa dispararam 11% no pós-mercado. A explicação? A queda esperada era de 7,3%, mas a empresa prevê um recuo menor, o que trouxe alívio aos investidores.

No balanço do último trimestre, as receitas da Nike caíram 12%, totalizando US$ 11,1 bilhões (R$ 60,9 bilhões). Ainda assim, o resultado veio melhor do que os analistas previam, o que indica que a estratégia da empresa está começando a funcionar.

Elliott Hill, que assumiu a presidência executiva da marca em outubro do ano passado, tem apostado pesado em inovação e em campanhas de marketing mais voltadas para o esporte, resgatando a essência da Nike como referência no segmento esportivo.

A China continua sendo um ponto de atenção no tabuleiro da Nike. A empresa ainda enfrenta um cenário econômico complicado e uma concorrência agressiva por lá. Mas o recado está dado: a Nike quer se reposicionar, manter sua força global e não deixar que a guerra comercial abale sua liderança.

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